
Veja as opiniões dos comentarista no programa deste domingo sobre cobranças aos treinadores Fechamento sportv critica cultura do imediatismo no futebol brasileiro: "Coisas que beiram o absurdo"
O Fechamento sportv deste domingo debateu a cultura do imediatismo no futebol brasileiro com os treinadores atualmente. Logo na abertura do programa, os comentaristas criticaram a impaciência, exemplificando com os casos de António Oliveira e Filipe Luís.
— Mano Menezes deu uma entrevista falando sobre a cultura do imediatismo, de que ninguém presta, perdeu é todo mundo burro e sem vergonha. Segundos antes do gol de empate do Galo a torcida gritava time sem vergonha. Em 20 minutos chamava o treinador de burro (torcida do Sport com António Oliveira). Onde vamos parar assim? — indagou André Rizek.
Na estreia pelo Sport, António Oliveira foi chamado de burro logo aos 20 minutos de jogo na derrota para o Cruzeiro. Já Filipe Luís viveu dias de turbulência no Flamengo após perder para o time celeste em Belo Horizonte e empatar com o Central Córdoba.
— O ápice dessa cultura de imediatismo, falta de paciência e até de falta de respeito ao trabalho dos outros é o que aconteceu com o Filipe Luís. Depois de o Flamengo ter empatado, não é que perdeu, mas empatou com o Central Córdoba na Argentina, o que vimos no noticiário foi um vexame — disse Eric Faria.
— Não sou contra demissão de técnico, sou flexível com isso. Quando as coisas não funcionam... mas tem coisas que beiram o absurdo. Chamar o técnico de burro com 20 minutos de trabalho, achar que o Filipe Luís de uma hora para outra não serve mais. Até ontem servia para a Seleção, agora porque o Flamengo está fazendo campanha ruim na Libertadores, mas com ampla chance de classificação, já tem gente pensando em Jorge Jesus — completou o comentarista.
Filipe Luís em Flamengo x Bahia
André Durão
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Os comentaristas seguiram criticando as posturas não só das torcidas, mas também da imprensa e dos próprios clubes. Veja acima o debate.
— O recorte é sempre o da semana, não a longo prazo, entender como está sendo o trabalho. É o recorte da rodada. O jogo da quarta perdeu, na quinta acorda com esses recortes — comentou Denílson.
— Muito vem da cultura. Temos dois, três jogos por semana. O cara ganha um jogo e no outro não serve mais. O atleta precisa de um tempo de descanso também. Do corpo físico e mental. As pessoas não entendem isso. Hoje como temos a internet, todas as pessoas tem voz, a pressão é muito maior. Às vezes tem gente que nem entende de futebol, nem acompanha seu time e vai na rede social para xingar e colocar uma pressão, gerar engajamento. É o Brasil que vivemos. Quando digo Brasil é o futebolístico. Infelizmente é o que vivemos — analisou Felipe Melo.
— Essa excelente declaração do Mano sobre calendário, imediatismo, pressa, tem um trecho muito infeliz. Quando ele fala para os jornalistas que "é bom para vocês, que tem matéria". Mano, não foram os jornalistas que fizeram o calendário, demitiram treinadores. Você foi demitido do Fluminense, Corinthians e contratado pelo Grêmio porque três times não tiveram paciência. Fale para seus chefes. Não adianta apontar o dedo para o jornalista. Bom para o jornalista seria estar recebendo de três clubes ou ser demitido e ter R$ 15 milhões a receber depois de três meses de trabalho, como é o caso do Pedro Caixinha no Santos — respondeu Alexandre Lozetti.
Fonte: G1
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